Per un Manifesto della Rete italiana per la Decrescita

Para um Manifesto da Rede italiana para o Decrescimento

Tradução para o português por Mildred Gustack – nova.oikos@gmail.com

Contribuições, correções, observações, favor citar o numero do parágrafo.

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1. Há um mito que, no ultimo século, fundou o imaginário social e que, ainda hoje, é o fundamento comum de modernas ideologias políticas, tanto de direita quanto de esquerda: o mito do crescimento. Essa crença, que está ligada à ideia de um desenvolvimento ilimitado, trouxe consigo as palavras de ordem da maximização da produção, do consumo e dos lucros até nos levar a atual religião do mercado global.

2. Este sistema de pensamento baseia-se, e ao mesmo tempo reproduz, uma representação dos seres humanos como “homo economicus”: uma entidade privada de vínculos, individualista, racional, utilitária, voltada para maximizar os próprios interesses e aumentar a própria riqueza como poder monetário, genérico, universal; um sujeito aleatoriamente inserido em um ambiente concebido como “mundo exterior” para explorar e dobrar para seus próprios fins, em um crescimento incessante do poder de dispor das coisas e outros seres vivos.

3. É uma visão de mundo, que por ser fundamentalmente falha, produz efeitos concretos sobre o comportamento individual, com consequências desastrosas para o equilíbrio ecológico, social e político. Reconhecemos que a escolha das sociedades ocidentais a se concentrarem unilateralmente sobre a acumulação econômica, sobre o crescimento da produtividade e do consumo, resultou no “Ocidente” por todo um período histórico, uma maior riqueza material. No entanto, a unilateralidade dessa abordagem acabou por dissolver os laços sociais e ameaçar o colapso dos ecossistemas. Além disso, o custo econômico destes objetivos tem sido pago não só pelas classes trabalhadoras e os sujeitos considerados como não-produtivos, mas também e especialmente pelos países e povos do resto do mundo, forçados a se adaptar e a mudar seus sistemas sociais e de produção de acordo com nossa demandas econômicas e políticas.

4. Ao mesmo tempo, o crescimento do rendimento tem sido possível através de uma sobre-exploração dos sistemas ecológicos. A evidência científica não é mais ignorada (caos climático, pico do petróleo, perda da biodiversidade) mostram que o atual modelo de desenvolvimento é, hoje, insustentável para a biosfera.

5. Os efeitos negativos se fazem sentir também no nível social. Não só pela emergência de uma nova pobreza e pelo aumento das desigualdades econômicas, mas também pelo o crescimento da insegurança, da precariedade trabalhista e existencial, das formas de depressão, em uma desconfiança geral com relação ao futuro, que assume formas violentas, e autodestrutivas. Deste ponto de vista que temos de aprender a ler o profundo mal-estar, ansiedade, tristeza, que atravessam nossas sociedades. Esse modelo de desenvolvimento, baseado no crescimento, nas últimas décadas resultou em um aumento nas horas de trabalho, da precariedade e do estresse e, juntos, tem vindo a erosão e consumido nosso tempo livre, o tempo das relações, o tempo para nós e para as coisas que mais prezamos.

6. No nível político, a acumulação de riqueza financeira, cujo controle fica cada vez mais nas mãos de poucos, produz uma concentração formidável de poder, esvaziando de fato o verdadeiro significado da democracia. O consumo de recursos globais é claramente traduzindo-se um aumento dos conflitos locais e das guerras pelo controlo dos recursos e, portanto, uma restrição do espaço de democracia real no mundo.

7. Mas o efeito mais perverso deste sistema é a sua capacidade para suscitar uma forma de adaptação para a patologia. Poluição, alterações climáticas, o crescimento no número de excluídos e sua culpabilização, as guerras por recursos estão se tornando uma paisagem familiar a qual nos habituamos passivamente, sem alterar o nosso comportamento e as estruturas subjacentes da nossa sociedade. Em outras palavras, o crescimento produz dependência.

8. De qualquer modo, esta breve fase de riquezas e criação de bem-estar está chegando ao seu término no mesmo mundo “desenvolvido”. Desde meados dos anos setenta o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não somente se reduziu nos países mais avançados, mas sobretudo não se acompanha de qualquer aumento no bem-estar individual. Continuar hoje a cultivar a idolatria do PIB significa não querer abrir os olhos sobre o absurdo de uma ideia de riqueza que não corresponde aos custos ecológicos e sociais do desenvolvimento.

9. Confrontado com os limites sociais e ecológicos do desenvolvimento, da degradação induzida pela mercantilização da vida, do crescente conflito internacional em torno de recursos naturais, acreditamos que, para tomar caminhos alternativos de fato, é necessário pôr em causa o mito fundador da nossa sociedade, crescimento. Se por décadas temos combatido, com todas as nossas forças, contra a pobreza, hoje vemos finalmente que a vez de questionar a nossa riqueza, nosso modelo de bem-estar. Descobrimos um tema antigo, e ao mesmo tempo de grande atualidade, o tema dos limites, ou mais propriamente, da “medida certa”.

10. Não somos ideologicamente contrários a qualquer forma de crescimento. Para avançar na direção de uma futura sociedade sustentável, alguns produtos e comportamentos deverão ser reduzidos ou abandonados, enquanto outros serão apoiados e desenvolvidos. O que nos declaramos contrários é principalmente à suposição do crescimento como um princípio fundamental de orientação da nossa imaginação. Acreditamos que a qualidade de vida – em um planeta finito – não pode continuar a basear-se sobre um crescimento quantitativo generalizado, mas deve medir-se na capacidade de redefinir prioridades, re-pensar qualitativamente as tecnologias, as instituições, o trabalho.

11. Em termos gerais, trata-se de reequilibrar a obsessão da produçao, com a consciência das necessidades de reprodução, de regeneração, de cuidado das pessoas, dos relacionamentos, dos contextos, do meio ambiente.

12. Falar de decrescimento, diz Serge Latouche, é como lançar um desafio, ousar uma provocação. Por um lado é um ato iconoclasta, por outro, de uma nova maneira de contar a nossa existência aqui, agora, no mundo. Queremos colocar em questão a divindade que havemos adorado, ou mesmo, os mapas e os quadros simbólicos dentro dos quais nos colocamos por séculos, os quais nos habituamos a confundir com a realidade. Pode-se perguntar se é possível pôr em causa a nossa imaginação, se é realista pensar em instituir uma sociedade não orientada pelo crescimento. Afirmamos que reconhecer a nossa interdependência ecológica e social, a nossa fragilidade humana é o único realismo verdadeiro, a única maneira de evitar trazer à conclusão um processo de adaptação patológico que, consumindo o fundamento ecológico no qual nos desenvolvemos, se conduz ao colapso.

13. Nós não somos contra a tecnologia, mas por uma outra tecnologia. Discreta, durável, sustentável, convivial. A capacidade de repensar hoje nossos aparatos tecnologicos nos permitirá, talvez, moderar o risco de um decrescimento obrigado, autoritariamente imposto amanhã. Precisamos mostrar-nos capazes de colocar em jogo os nossos valores fundamentais e aceitar o risco de imaginar um pós-desenvolvimento, uma sociedade de decrescimento.

14. Ser realista, hoje, não significa adaptar-se a um sistema que está destruindo a si mesmo, mas estar disposto a assumir decisões de longo alcance, tomando como referência uma perspectiva de tempo e política mais ampla do que estamos acostumados. E para que isso ocorra, precisamos reconstruir um relacionamento e um pacto entre gerações: devemos aprender a pensar através da perspectiva de várias gerações, não apenas nossa. Isto recorda a necessidade de criar novas instituições nacionais e internacionais e / ou a reforma radical dos já existentes.

15. Não se trata de ensinar o comportamento ideal e nem mesmo de culpabilizar os atos individuais de consumo. O desafio mais importante reside principalmente na capacidade de colocar em campo as diferentes práticas sociais, relacionais, simbólicos, evocativas, mais humanamente e socialmente ricas, em última análise o mais desejável.

16. Precisamos enfrentar, ao mesmo tempo, uma série de mudanças sutis na nossa maneira de pensar e de ser. Não se trata de propor abstratas utopias ou planificações tecnocráticas: em um mundo complexo, não podemos saber o que vai acontecer ou quando, mas podemos certamente começar a se mover de nós mesmos, de onde estamos, dos nossos relacionamentos, de nosso território, a partir dos lugares onde habitamos, pondo em movimento processos virtuosos. Desta forma pretendemos reinventar uma outra ideia de beleza que nos leva a ver as cidades, os territorios, as paisagens, as comunidades humanas, de diferentes maneiras.

17. Queremos recuperar um sentido de patrimônio público, bens relacionais, experimentar novas formas de partilha, praticar um consumo social, uma partilha mais profunda. Temos fé na possibilidade de estabelecer uma sociedade que coloca no centro as pessoas e os relacionamentos, e não os bens e as trocas comerciais e econômicas, e que reavalia a importância dos bens intangíveis sobre os materiais. Que valorize modos de relação antiutilitaristas e não instrumentais e que saiba dar espaço à solidariedade e ao bem comum, e não ao interesse privado. Que valorize o ambiente natural e as outras formas vivas, pela sua beleza e dignidade e não apenas em termos instrumentais.

18. Isto também significa reconstruir as formas de relacionamento com os territórios, valorizando os recursos e bens locais, as redes de economia social e solidária, respondendo primeiramente às necessidades das comunidades locais e ao ambiente, e não àquelas do mercado. O território é, para nós, a dimensão apropriada a partir da qual começar a construir uma maior participação e uma real descentralização: em outras palavras, para favorizar a autonomia, ou seja, a possibilidade para cada um de definir de modo participativo, as normas e regulamentos de governo econômico e social das comunidades.

19. Trata-se de uma pesquisa não concluída, que se coloca em jogo profunda e radicalmente. Sabemos também estarmos a “curar os enfermos.” Em uma sociedade de mercado orientada para o crescimento não existe ser humano que, por assumir um comportamento ascético, pode contemplar de fora da cultura da mercadoria. Mesmo que nos privamos de qualquer objeto, não nos tornamos menos produtos da cultura desta sociedade: só reconhecendo estarmos impregnados dessa cultura, podemos dar o primeiro passo e começar a ser, finalmente, “curadores de enfermos.” Capazes de cuidar da nossa fragilidade e de um planeta que, juntamente com outras criaturas, queremos continuar a habitar.

20. Uma utopia, então? Utopia talvez sim, mas utopia concreta. Dois cenários parecem de fato no horizonte, aquele de um declínio real, necessário, sofrido, feito de racionamento imposto aos mais pobres e repleto de imprevisíveis involuções autoritárias, como já aconteceu nos anos vinte e trinta do século passado, como resultado de falhas do liberalismo do século XIX, e aquele, ao invés, um decrescimento compartilhado, sustentável e responsável, que ao contrário, pode abrir grandes oportunidades para a democracia e a autonomia da sociedade. Por favor se juntem a nós para nos ajudar a certificar-se que seja a segunda e não a primeira, a alternativa na qual possa fluir o curso da história do século XXI.

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1. C’è un mito che, nell’ultimo secolo, ha fondato l’immaginario sociale e che, ancora oggi, costituisce il sottofondo comune delle ideologie politiche moderne, sia di destra che di sinistra: è il mito della crescita. Questa credenza, cui è connessa l’idea di uno sviluppo illimitato, ha portato con sé le parole d’ordine della massimizzazione della produzione, dei consumi e dei profitti fino a consegnarci all’attuale religione del mercato globale. 2. Questo sistema di pensiero si fonda, e al tempo stesso riproduce, una rappresentazione dell’essere umano come “homo economicus”: un soggetto privo di legami, individualista, razionale, utilitarista, orientato a massimizzare i propri interessi e ad accrescere la propria ricchezza come potere monetario, generico, universale; un soggetto casualmente inserito in un ambiente concepito come “mondo esterno” da sfruttare e piegare ai propri fini, in una crescita incessante del proprio potere di disporre delle cose e degli altri esseri viventi. 3. Si tratta di una visione del mondo che pur essendo fondamentalmente errata, produce effetti concreti sui comportamenti individuali, con conseguenze disastrose sugli equilibri ecologici, sociali e politici. Riconosciamo che la scelta delle società occidentali di puntare unilateralmente sull’accumulazione economica, sulla crescita della produttività e dei consumi, ha prodotto in “Occidente” per tutta una fase storica, una maggiore ricchezza materiale. Tuttavia l’unilateralità di questo approccio ha finito col dissolvere i legami sociali e minacciare il collasso degli ecosistemi. Inoltre il costo di questi traguardi economici è stato pagato non solo dalle classi lavoratrici e dai soggetti considerati non produttivi, ma anche e soprattutto dai paesi e dalle popolazioni del resto del globo, costrette ad adattarsi e a modificare i propri sistemi sociali e produttivi secondo le nostre esigenze economiche e politiche. 4. Allo stesso tempo la crescita dei redditi è stata possibile attraverso uno sfruttamento sconsiderato dei sistemi ecologici. Evidenze scientifiche non più ignorabili (caos climatico, picco del petrolio, perdita di biodiversità) mostrano come l’attuale modello di sviluppo sia, già oggi, insostenibile per la biosfera. 5. Gli effetti negativi si fanno sentire anche sul piano sociale. Non solo per l’emergere di nuove povertà e per l’aumento delle disuguaglianze economiche, ma anche per la crescita del disagio, della precarietà lavorativa ed esistenziale, delle forme di depressione, in una generale sfiducia verso il futuro che assume anche forme violente e autodistruttive. Da questo punto di vista dobbiamo imparare a leggere più a fondo il malessere, l’angoscia, l’infelicità che attraversano le nostre società. Questo modello di sviluppo, fondato sulla crescita, negli ultimi decenni ha prodotto un aumento del tempo di lavoro, del precariato e dello stress e, insieme, ha via via eroso e consumato il nostro tempo libero, il tempo delle relazioni, il tempo per noi stessi e per le cose che ci sono più care. 6. A livello politico l’accumulazione della ricchezza finanziaria, il cui controllo è sempre più nelle mani di pochi, produce una formidabile concentrazione del potere, svuotando di fatto la democrazia di autentico significato. Il consumo di risorse globali si sta chiaramente traducendo in un aumento dei conflitti locali e delle guerre per il controllo delle risorse e, dunque, in una restrizione degli spazi di democrazia reale nel mondo. 7. Ma l’effetto più perverso di questo sistema è la sua capacità di suscitare una forma di adattamento alla patologia. L’inquinamento, i mutamenti climatici, la crescita del numero degli esclusi e la loro colpevolizzazione, le guerre per le risorse stanno diventando un paesaggio consueto a cui ci abituiamo passivamente, senza modificare i nostri comportamenti e gli assetti di fondo della nostra società. In altre parole la crescita produce dipendenza. 8. Ad ogni modo questa breve fase di ricchezza e creazione di benessere sta volgendo al suo termine nello stesso mondo “sviluppato”. Dalla metà degli Settanta la crescita del Prodotto Interno Lordo (PIL) non solamente si è ridotta nei paesi più avanzati, ma sopratutto non si accompagna ad alcun aumento del benessere individuale. Continuare oggi a coltivare l’idolatria del PIL significa non voler aprire gli occhi sull’assurdità di un’idea di ricchezza che non fa i conti con I costi ecologici e sociali dello sviluppo. 9. Posti di fronte alla percezione dei limiti sociali ed ecologici dello sviluppo, del degrado indotto dalla mercificazione della vita, della crescente conflittualità internazionale attorno alle risorse naturali crediamo che, per imboccare sentieri davvero alternativi, sia necessario rimettere in discussione il mito fondativo della nostra società, la crescita. Se per decenni abbiamo combattuto con tutte le nostre forze contro la povertà, oggi ci rendiamo finalmente conto di dover invece mettere in discussione la nostra ricchezza, il nostro modello di benessere. Riscopriamo così un tema antico, e al tempo stesso di grande attualità, il tema dei limiti, o più propriamente, della “giusta misura”. 10. Non siamo ideologicamente contrari ad ogni forma di crescita. Per andare verso una futura società sostenibile alcuni prodotti e comportamenti dovranno essere ridotti o abbandonati, mentre altri dovranno essere sostenuti e sviluppati. Ciò a cui ci dichiariamo contrari è piuttosto l’assunzione della crescita come principio fondamentale di orientamento del nostro immaginario. Riteniamo che la qualità della vita – in un pianeta finito – non possa continuare a fondarsi su una crescita quantitativa generalizzata, ma debba misurarsi sulla capacità di ri-definire priorità, di ri-pensare qualitativamente tecnologie, istituzioni, lavoro. 11. In termini generali si tratta di riequilibrare l’ossessione della produzione con la consapevolezza delle necessità di riproduzione, di rigenerazione, di cura delle persone, delle relazioni, dei contesti, dell’ambiente. 12. Parlare di decrescita, dice Serge Latouche, è come lanciare una sfida, azzardare una provocazione. Per un verso si tratta di un atto iconoclasta, per un altro di un nuovo modo di raccontare il nostro essere qui, ora, nel mondo. Vogliamo provare a mettere in dubbio la divinità che abbiamo adorato o, anche, le mappe e le cornici simboliche dentro a cui ci siamo mossi per secoli e che siamo abituati a confondere con la realtà. Ci si può domandare se sia possibile rimettere in discussione il nostro immaginario, se sia realistico pensare di istituire una società non improntata ad una crescita fine a se stessa. Noi affermiamo che riconoscere la nostra interdipendenza ecologica e sociale, la nostra fragilità umana sia l’unico vero realismo, l’unico modo per evitare di portare a conclusione un processo di adattamento patologico che, consumando il fondamento ecologico su cui ci siamo sviluppati, ci porterebbe al collasso. 13. Non siamo contro la tecnologia, ma per un’altra tecnologia. Sobria, durevole, sostenibile, conviviale. La capacità di ripensare oggi i nostri assetti tecnologici ci permetterà forse di moderare il rischio di una decrescita obbligata, o autoritariamente imposta domani. Dobbiamo mostrarci capaci di rimettere in gioco i nostri valori di fondo e accettare il rischio di immaginare un dopo-sviluppo, una società di decrescita. 14. Essere realisti oggi non significa adattarsi ad un sistema che si sta autodistruggendo, ma disporsi ad assumere decisioni lungimiranti, prendendo come riferimento una prospettiva temporale e politica più vasta di quella a cui siamo abituati. E per questo occorre ricostruire un rapporto e un patto tra generazioni: dobbiamo imparare a pensare attraverso la prospettiva di più generazioni e non solo della nostra. Questo richiama inoltre la necessità di creare nuove istituzioni nazionali ed internazionali e/o la radicale riforma di quelle esistenti. 15. Non si tratta di insegnare il comportamento ideale e nemmeno di colpevolizzare i singoli atti consumistici. La sfida più importante sta piuttosto nella capacità di mettere in campo delle differenti pratiche sociali, relazionali, simboliche. evocative, più ricche umanamente e socialmente, alla fin fine più desiderabili. 16. Dobbiamo affrontare, contemporaneamente. una serie di cambiamenti sottili nel nostro modo di pensare e di essere. Non si tratta di proporre astratte utopie o pianificazioni tecnocratiche: in un mondo complesso non possiamo sapere cosa accadrà o quando, ma possiamo senza dubbio cominciare a muoverci a partire da noi stessi, da dove ci troviamo, dalle nostre relazioni, dal nostro territorio, dai luoghi che abitiamo, mettendo in moto processi virtuosi. In questo senso ci proponiamo di reinventare un’altra idea di bellezza che ci porti a vedere le città, il territorio, i paesaggi, le comunità umane in modo differente. 17. Vogliamo ritrovare il senso dei beni comuni, dei beni relazionali, sperimentare nuove forme di condivisione, praticare un consumo sociale, una condivisione più profonda. Abbiamo fiducia nella possibilità di istituire una società che metta al centro le persone e le relazioni e non le merci e gli scambi economici e che rivaluti l’importanza dei beni immateriali su quelli materiali. Che valorizzi modi di relazione antiutilitaristici e non strumentali e che sappia dare spazio alla solidarietà e al bene comune, piuttosto che all’interesse privato. Che valorizzi l’ambiente naturale, e le altre forme viventi, per la loro bellezza e dignità e non solo in termini strumentali. 18. Questo significa anche ricostruire forme di legame con i territori, valorizzando le risorse e i beni locali, le reti di economia sociale e solidale, rispondendo in primo luogo alle necessità della comunità locale e dell’ambiente e non a quelle del mercato. Il territorio è, per noi, la dimensione appropriata da cui ripartire per costruire una maggiore partecipazione e un reale decentramento: in altre parole per favorire l’autonomia, ossia la possibilità per ciascuno di definire in modo partecipato norme e regole di governo economico e sociale delle comunità. 19. Si tratta di una ricerca non conclusa, che ci mette in gioco profondamente e radicalmente. Sappiamo altresì di essere “guaritori malati”. In una società di mercato orientata alla crescita non esiste essere umano che, per quanto assuma un comportamento ascetico, possa contemplare dall’esterno la cultura della merce. Anche se ci priviamo di ogni oggetto, non di meno restiamo culturalmente prodotti da questa società: solo riconoscendoci impregnati di questa cultura, possiamo fare il primo passo e cominciare ad essere, finalmente, “malati guaritori”. Capaci di prenderci cura della fragilità nostra e di un pianeta che, assieme alle altre creature, vogliamo continuare ad abitare. 20. Un’utopia dunque? Un’utopia forse sì, ma un’utopia concreta. Due scenari sembrano infatti profilarsi all’orizzonte, quello di una decrescita reale, necessaria, subita, fatta di razionamenti imposti ai più poveri e foriera di prevedibili involuzioni autoritarie, come è del resto già accaduto negli Venti e Trenta del secolo scorso, a seguito dei fallimenti del liberismo ottocentesco, e quello, invece, di una decrescita condivisa, sostenibile e responsabile che al contrario può dischiudere grandi opportunità per la democrazia e l’autogoverno delle società. Vi chiediamo di unirvi a noi per aiutarci a fare sì che sia la seconda, e non la prima, l’alternativa entro cui possa confluire il corso della storia del XXI secolo.

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