Reflexão no Dia da Permacultura

A minha reflexão no dia da Permacultura, foi que cada um vai encontrar uma maneira pessoal e intransferível de expressar como vê o movimento e como consegue e quer trazer para sua vida o que a Perma oferece.

Alguns serão mais técnicos, farão estudos e testarão conhecimentos, e me vem em mente a Suzana Maringoni e o Jorge Timmermann. Outros tentarão trabalhar mais a cura do ser humano através da arte, e penso com carinho no pessoal da VelaTropa Consciência Planetária. Outros ainda se implicarão no fortalecimento da rede, como a Coolmeia, Ideias em Cooperação e a Rede Permacultura Social Brasileira. Alguns ousarão compartilhar a mística e processos rodeados de tabus, como o Marcos Ninguém. Mesmo no movimento internacional, percebo que os padroes se repetem, sendo alguns mais dedicados ao Homem – a evolução do ser e do agir em comunidade, outros à Terra – no aperfeiçoamento de modos mais harmonicos de intervir nos ecossistemas, e outros voltados para a organização da vida em sociedade, na economia e na política.

 

A Nova Oikos – Permacultura & Decrescimento não é diferente: somos “fanfarrões” pois se não for divertido.. não é sustentável! Mas gostamos de processos organizados, claros e dentro do possível, planejados. Não curtimos arrogância, portanto não consideramos que apenas nosso modo de ser e agir é correto. Entretanto, temos uma maneira própria de agir e dentro do nosso espaço de atuação tentamos ser fiéis a essa visão. Para resolver a questão de divergências, tentaremos agregar in loco, apenas parceiros que compartilham desta visão e suportamos de outras formas aquelas pessoas e projetos que apesar de terem o mesmo objetivo que nós, divirjam na opção de conduta.

Em um exemplo, no espaço Nova Oikos em Camboriú, optamos por deixar algumas plantas de poder – tabaco, ganja, cogumelos e outros, fora da nossa vivência dentro do movimento da Permacultura. Não nos intrometemos na liberdade de cada um celebrá-las em suas vidas pessoais mas consideramos extremamente desrespeituoso o fato de amigos, participantes, parceiros de trabalho e luta, adentrarem nosso espaço, durante imersões, vivências e cursos, e fazerem uso delas ou trazerem a energia delas de outras formas, mesmo sabendo do nosso posicionamento.

Nesta jornada de conhecimento pessoal, de missão comunitária e de todos os desafios que enfrentamos na “Velha Oikos” (a sociedade da economia), é fundamental experimentar novas abordagens, como nos trouxe nesse feriado a Arquitetura da Terra com sua maneira muito especial de refletir sobre a Bioconstrução. Dela, conseguimos insights construtivos o que nos levou a querer trazer para o grande público esses anseios em relação a como nos relacionaremos enquanto um movimento que tem como objetivo comum melhorar a qualidade de vida das pessoas. Várias abordagens aparecem mas nem todas são construtivas para todos. Cada um tem o direito de circular entre elas e se posicionar quando entender que é necessário. Essa é nossa intenção aqui.

Essa reflexão visa também, por um lado, comunicar um pouco sobre o “modus operandi” da Nova Oikos para convidar os que forem capazes de experimentar nossa proposta a participarem de nossas ações. Celebro assim todos os fumantes de cigarro que se propuseram a não fumar nos dias em que participaram das nossas atividades, celebro todos os comedores inveterados de carne que não trouxeram presunto para o nosso café da manhã, celebro a parcimônia em relação ao uso do álcool, celebro nossos 2 singelos saquinhos de lixo, depois de 4 dias de imersão com 16 pessoas na casa – reflete o respeito pela nossa proposta! A diversidade é bem vinda aqui mas hoje sentimos a necessidade de deixar claro e fixar limites para não lamentar novamente situações dolorosas, de enfrentamento e infelizes atitudes pérfidas.

Por outro lado, essa reflexão também é direcionada ao movimento da Perma no Brasil: incitar a prática dos belos discursos sobre respeito mútuo – para que não se esvaziem de significado com as atitudes contraditórias, e finalmente, esclarecer que algumas críticas que cairão bem, serão acolhidas, e ocasionarão mudanças desde que apareçam na hora certa. Outras, precisam amadurecer antes e portanto não interessa quantas conversas e discussões ocorram, não surtirá efeito. Estar em união não significa acreditar nas mesmas coisas e realizar tudo juntos, mas apesar das diferentes crenças conseguir se suportar mesmo que distantes.

 

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Simbologias da Flor de Lótus

Venerado em muitos lugares, desde Índia, China, Japão e Egito, a flor de Lótus durante muito tempo simbolizou a criação, a fertilidade e, sobretudo, a pureza, uma vez que essa bela flor emerge das águas sujas, turvas e estagnadas. Além disso, representa a beleza e o distanciamento pois cresce sem se sujar nas águas que a envolvem (a raiz está na lama, o caule na água e a flor no sol) que na crença hindu, simboliza a beleza interior: “viver no mundo, sem se ligar com aquilo que o rodeia”.

No Egito, essa flor atípica simboliza a “origem da manifestação”, ou seja, o nascimento e o renascimento visto que ela abre e fecha consoante o movimento solar e, ademais, está relacionada com os deuses Nefertem e Re. Vale lembrar que o lótus azul era venerado pelos faraós do Egito por possuir características sagradas e mágicas associadas ao renascimento.

Não obstante, na Índia, a flor de Lótus simboliza o crescimento espiritual representado por aquela que surge da obscuridade para desabrochar em plena luz. Na mitologia hindu, o lótus dourado aparece na mão esquerda de buda simbolizando a pureza e o esclarecimento.

Além de Buda, muito deuses da mitologia hindu se relacionam com essa flor, por exemplo, Brahma, o criador, que nasce do umbigo de Vishna emergindo num lótus de mil pétalas; ou Surya, o deus do sol retratado com duas flores de Lótus simbolizando o esclarecimento.

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